IV SNRA & IV CBRO

IV Simpósio Nacional de  Reciclagem Agrícola de Resíduos de Origem Rural, Urbana, Industrial

IV Congresso Brasileiro de Resíduos Orgânicos – IV CBRO

  “Reciclagem de resíduos como fonte de nutrientes e matéria orgânica para a agricultura e de energia: economicidade, segurança e sustentabilidade"

 

 

 

Introdução

Cidades, indústrias e empreendimentos agropecuários têm gerado quantidades enormes de resíduos, geração esta inerente às atividades, que dificultam e encarecem a operação quando alternativas economicamente viáveis para sua gestão não são implementadas. Tal geração tem preocupado autoridades e levado órgãos ambientais a se tornarem mais rígidos na avaliação de propostas de gestão, na concessão de licenciamentos e na fiscalização da destinação final. Se faz necessário oportunizar à sociedade melhor compreensão desta problemática assim como aos geradores possibilitar aprimoramento ao processo decisório.

Neste contexto se faz necessário compreender a importância da Agronomia como detentora de conhecimentos e de tecnologias capazes de dar soluções sustentáveis às demandas da sociedade por meio da reciclagem de grande gama de resíduos como fonte de nutrientes e de matéria orgânica para a agricultura.

Atualmente, uma grande parcela dos resíduos gerados pelas atividades humanas (lixo urbano domiciliar, lodos de esgotos e  de estações de tratamento de efluentes, dejetos animais, cinzas, gesso e outros) é constituída por matéria orgânica de origem vegetal, animal e microbiana, bem como por substâncias minerais, cujos nutrientes originalmente foram retirados da natureza. Devido à sua disposição inadequada, muitos destes resíduos têm poluído corpos d´água, o solo e o ar.

Ao invés de continuar a se constituir em sérios passivos ambientais, tais resíduos poderiam estar contribuindo para a recuperação ambiental e para a redução do custo de vários sistemas de produção agrícola, como combustíveis alternativos para a geração de energia, e portanto promovendo a sustentabilidade da economia. Este é o caso do lixo urbano, do lodo de esgoto, das podas verdes, dos dejetos animais e de vários outros resíduos. 

No entanto, há questões conceituais, técnicas, legais, tributárias, operacionais e comportamentais a serem vencidas para permitir o aproveitamento racional dos resíduos como fertilizantes, condicionadores e corretivos de solo, ou mesmo como combustíveis e assim de fato tornar realidade esta desejável prática que é a logística reversa.

Objetivo

O objetivo do evento é apresentar e discutir processos de gestão e demonstrar alternativas atuais e factíveis para o tratamento e adequada destinação final de resíduos de origem rural, urbana e industrial especialmente os de origem orgânica  que possuam potencial para serem reciclados como fonte de matéria orgânica e de nutrientes em solos cultivados em sistemas agrícolas de produção, assim como serem utilizados como combustíveis para a geração de energia.

Pretende-se também abordar no evento o papel dos diferentes atores neste processo, governo, iniciativa privada e terceiro setor, e as oportunidades que profissionais, empresários e agentes públicos têm no momento para dar solução sustentável aos resíduos sólidos, em particular aos orgânicos.

No que tange aos profissionais pretende-se valorizar principalmente os Engenheiros Agrônomos cujo conhecimento se traduz em ferramenta indispensável para o equacionamento da problemática dos resíduos. Sob este aspecto, pretende-se conscientizar a sociedade sobre a importância da Agronomia, ciência detentora da teoria da agricultura, vital para o equacionamento deste importante tema ambiental.

Objetivos específicos

- Permitir a discussão do tema por representantes dos diferentes setores da economia e da sociedade.

- Apresentar aos participantes, de forma técnico-científica e aprofundada, questões atuais e relevantes a respeito da geração, do tratamento,  da disposição final, da legislação, e de aspectos econômicos, gerenciais e tributários a respeito dos resíduos, enfatizando-se a reciclagem agrícola como fertilizantes, corretivos e condicionadores de solos, assim como fonte de energia alternativa.

- Inserção das organizações associativas produtivas na questão da geração e da logística reversa com vistas à reciclagem agrícola, de modo a atender ao Plano ABC, à Política Nacional de Resíduos Sólidos e à Lei do Saneamento Básico.

- Geração de propostas para se atender às demandas no Estado Brasileiro no que diz respeito ao Plano ABC do MAPA, ã Política Nacional de Resíduos Sólidos e à Lei do Saneamento.

- Inserção das organizações profissionais na questão da geração e da logística reversa com vistas à reciclagem agrícola, auxiliando na capacitação para a concepção de projetos e sua implementação.

 - Sensibilização e motivação da Categoria Agronômica Brasileira, agregada a outras categorias profissionais, ao empresariado, ao Estado Brasileiro e às Cooperativas a atuar profissional e politicamente nesta excepcional oportunidade que hora se apresenta, por meio de seu envolvimento nos diferentes elos de cadeias produtivas que permitam a coleta, tratamento, conversão em produto, armazenamento, transporte, aplicação e monitoramento do efeito do uso de resíduos de origem urbana, rural e industrial na produtividade e qualidade da produção agropecuária brasileira e como combustíveis alternativos para a produção de energia para empreendimentos, habitações ou serviços públicos.

- Pretende-se abordar aspectos diversos envolvidos na logística reversa dos resíduos, hoje exigida por lei federal, tais como a destinação adequada de resíduos de origem urbana, industrial e rural.

Justificativa

Atualmente, uma grande parcela dos resíduos gerados pelas atividades humanas é constituída por matéria orgânica de origem vegetal, animal e microbiana, bem como por substâncias minerais de origem sintética ou natural, cujos nutrientes, originados na agricultura, necessitam a ela retornar ao solo para re-aproveitamento, tirando-se proveito do potencial energético acumulado na biomassa.

A disposição inadequada dos resíduos tem poluído corpos d´água, o solo e o ar, atraído vetores de doenças e assim constituído sérios passivos ambientais e de saúde que necessitam eliminação.

O Brasil gasta recursos financeiros vultuosos com fertilizantes cujos nutrientes, após a colheita e consumo, têm acabado por alcançar corpos d’água, aterros e lixões concentrados à 100 km da Costa Brasileira. Ao invés disso tais nutrientes, contidos no lixo urbano domiciliar, no lodo de esgoto e em outros resíduos, poderiam estar contribuindo para a recuperação de solos degradados, para a redução do custo de vários sistemas de produção agrícola, ser utilizados como fonte de energia para a geração de calor e trabalho e, portanto promovendo a sustentabilidade da economia.

Percepções do público em geral, das autoridades e dos formadores de opinião necessitam ser alteradas. Para tanto, questões conceituais, técnicas, legais, econômicas, operacionais e comportamentais devem ser melhor compreendidas para permitir o aproveitamento racional dos resíduos como fertilizantes, condicionadores e corretivos de solo, e assim de fato tornar o desejo da logística reversa uma realidade sustentável na prática.

Para se atender a tais preocupações, o Estado Brasileiro aprovou alguns programas e legislação específica. Destas destacam-se o Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a lei que instituiu a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010 e Decreto Federal 7.404/2010)  e a Lei  do Saneamento (Lei 11.445/2007 e Decreto Federal 7.217/2010). Ou seja, tem-se de um lado, instrumentos para se tratar principalmente a matéria orgânica presente em resíduos de origem diversa, transformá-la e a seus nutrientes em produto, e de se promover a logística reversa, e de outro, a de se aplicá-la como adubo nos mais de 20 milhões de hectares de áreas degradadas atualmente levantados no Território Nacional convertendo grande parte do passivo acumulado em energia.

Do envolvimento de profissionais com formação técnico-científica e consciência cidadã, dependerá a viabilidade e a sustentabilidade de casos como os aqui apresentados.

Público Alvo

O público alvo será constituído por formadores de opinião e por profissionais que atuam em diversas áreas da engenharia, agronomia, biologia, administração e do direito público e privado, técnicos de nível superior e médio, empresários da área do saneamento, da gestão de resíduos sólidos, grandes geradores, gestores de condomínios, empresários do agronegócio, autoridades, professores, servidores públicos municipais, estaduais e federais. organizações industriais, comerciais e associativas produtivas e principalmente estudantes universitários, bem como a todos aqueles que atuam na gestão de resíduos.

Contato

Monte Bello Eventos
Rua Conselheiro Laurindo 80 A - Sala 04
Curitiba | Pr
(41) 3203 -1189
JoomShaper